Lá vai ele correndo pela rua, contra o vento e contra o tempo.
Para ela o tempo sempre pára no instante que ouve o crack do cadeado no portão.
Vai demorar agora.
E ela espera, olhando de vez em quando para rua, talvez tenha esquecido de alguma cousa.
Sem ele não tem graça ver nem o futebol que ela tanto se esforça para entender...
é tiro-de-meta ou escanteio?
Puxa...ele nunca volta...
Então, só resta esperar...
Lá vem o triim desafinado do telefone.
O coração dá mil pulos dentro do peito e ela diz: "Oi, chegou bem? Quando vou te ver denovo?"