Me dá meu pedaço
Do doce amargo
Me dá meu caminho
Do torto certinho
Vem cá pra vê
Espero você
Chega pertinho
Me dá um selinho
Bem lá de longe
Você vai trazer
Presente sincero
Eu quero saber
Me dá logo isso
Não tenho juízo
Preciso do doce
Pra poder viver
Água que leva
Tudo de ruim
Água que traz
Você pra mim
Lava a tristeza
Já estou na mesa
Comece o jantar
Pra comemorar
Tem sobremesa
Ai que surpresa
Você chegou
Doce e calor
Dentro do peito
Saiba te guardo
Sonho contigo
Marcelo, querido!
Aqui está um pouco do que seria eu. Em forma de desabafos, um diário secreto. Expor o que sinto pra me sentir melhor. Tentar falar com a escrita, e gritar, e chorar. Descobrir o que há em mim, o que nem mesmo eu posso ver. Não tem poesia. Tem angústias, tem alegrias, tem sentimentos ocultos, desejos veementes. Medos e Aspirações.
21.3.06
20.3.06
Absorver
Ouço canção
Não consigo saber quem canta
De onde vem?
Por que soa familiar?
De ritmo torto
Gira no ar, bate em mim
Entra, passeia
Sai e some
Deixa cantaroles, lararás
Nada mais.
Ouço poesia.
Não consigo entender quem escreve
De onde vem?
Por que soa familiar?
De frases tortas
Gira no ar, bate em mim
Entra, passeia
Sai e some
Deixa um pouquinho, nananãs
Nada mais.
Ouço crítica.
Não consigo aceitar quem diz
De onde vem?
Por que soa familiar?
De voz torta
Gira no ar, bate em mim
Entra, passeia
Sai e some (some?)
Deixa reflexos, blábláblás
Muito mais.
Não consigo saber quem canta
De onde vem?
Por que soa familiar?
De ritmo torto
Gira no ar, bate em mim
Entra, passeia
Sai e some
Deixa cantaroles, lararás
Nada mais.
Ouço poesia.
Não consigo entender quem escreve
De onde vem?
Por que soa familiar?
De frases tortas
Gira no ar, bate em mim
Entra, passeia
Sai e some
Deixa um pouquinho, nananãs
Nada mais.
Ouço crítica.
Não consigo aceitar quem diz
De onde vem?
Por que soa familiar?
De voz torta
Gira no ar, bate em mim
Entra, passeia
Sai e some (some?)
Deixa reflexos, blábláblás
Muito mais.
7.3.06
Soninho, nem pensar!
Ah! Como é bom viver nesta correria!
Do trabalho pra facul, facul pra casa...
Tudo que eu sempre desejei:
Não ter tempo pra almoçar, dormir, namorar...
Ficar anêmica, magra igual um palito e cheia de olheiras...
Fazer trabalhos de madrugada então, que delícia!
Fica sempre um gostinho de quero mais!
É só dar um chega pra lá nas necessicidades humanas e encarar com felicidade!
Afinal, hoje a noite promete!!!
Do trabalho pra facul, facul pra casa...
Tudo que eu sempre desejei:
Não ter tempo pra almoçar, dormir, namorar...
Ficar anêmica, magra igual um palito e cheia de olheiras...
Fazer trabalhos de madrugada então, que delícia!
Fica sempre um gostinho de quero mais!
É só dar um chega pra lá nas necessicidades humanas e encarar com felicidade!
Afinal, hoje a noite promete!!!
5.3.06
E a vida continuou...
Ruelas estreitas
Limo
Sobrados
Lua
Risos
Garagalhadas
Choro
Agonia
Arcos
Estátuas
Esquinas
Solidão
Tinha asa quebrada
Já não podia voar
Presa ao chão
Não conseguia sonhar.
Pedia socorro
Ninguém ouvia
Estavam absortos
Em sua melancolia.
Lembrava do verde, do azul, do mar.
Queria o amarelo, o vermelho, as nuvens.
Do abraço, o branco, o amor.
Dos campos, o laranja, o rosa, a flor.
Querendo por fim a sua vitiligem
Subiu mais alto que pode
Gritou mais alto que pode
Caiu com a indiferença.
Quebrou outra asa
Ninguém estendeu a mão
Eram sombras e passos
Era escuro.
Sentiu frio, dor, sangue
Ninguém ouvia
Ninguém percebia
E seus olhos fecharam.
Chuva que caiu do céu
Levou seu sangue pelos bueiros
O ar dispersou o pó de suas asas
Invisível somente seu corpo miúdo ficou ali.
Ruelas estreitas
Limo
Sobrados
Sol, Lua
Risos
Garagalhadas
Choro
Agonia
Arcos
Estátuas
Esquinas
Solidão
Ninguém lembrou do seu brilho.
Ninguém lembrou do seu sorriso.
Ninguém lembrou de sua dor.
Ninguém sentiu o seu ardor.
Limo
Sobrados
Lua
Risos
Garagalhadas
Choro
Agonia
Arcos
Estátuas
Esquinas
Solidão
Tinha asa quebrada
Já não podia voar
Presa ao chão
Não conseguia sonhar.
Pedia socorro
Ninguém ouvia
Estavam absortos
Em sua melancolia.
Lembrava do verde, do azul, do mar.
Queria o amarelo, o vermelho, as nuvens.
Do abraço, o branco, o amor.
Dos campos, o laranja, o rosa, a flor.
Querendo por fim a sua vitiligem
Subiu mais alto que pode
Gritou mais alto que pode
Caiu com a indiferença.
Quebrou outra asa
Ninguém estendeu a mão
Eram sombras e passos
Era escuro.
Sentiu frio, dor, sangue
Ninguém ouvia
Ninguém percebia
E seus olhos fecharam.
Chuva que caiu do céu
Levou seu sangue pelos bueiros
O ar dispersou o pó de suas asas
Invisível somente seu corpo miúdo ficou ali.
Ruelas estreitas
Limo
Sobrados
Sol, Lua
Risos
Garagalhadas
Choro
Agonia
Arcos
Estátuas
Esquinas
Solidão
Ninguém lembrou do seu brilho.
Ninguém lembrou do seu sorriso.
Ninguém lembrou de sua dor.
Ninguém sentiu o seu ardor.
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